Este blog mostra que um cego também tem opinião, e pode publicá-las usando a internet, mesmo sendo cego. Aqui exporei as dificuldades que nós cegos enfrentamos dia-a-dia na sociedade preconceituosa, bem como, comentarei notícias, publicarei protestos, denúncias, abaixo-assinados, tudo que exponha a situação deprimente e vergonhosa na qual o país se encontra. Não apenas por seu lado corrupto, mas principalmente por agir com pré conceito para com aquilo que não conhece.
22.4.13
18.4.13
DE VOLTA A VIDA
DE VOLTA A VIDA
Avanços tecnológicos, especialmente no campo da genética, tornam algo mais próximo da realidade trazer animais extintos de volta à vida. Essa capacidade técnica, no entanto, vem acompanhada de dilemas. Qual o impacto sobre o meio ambiente? Quais as implicações éticas de reviver animais? Em entrevista ao site de VEJA, Henry Greely, pesquisador do Centro para a Lei e Biociências, da Universidade Stanford, defende a ideia de que a experiência deve ser feita, desde que regulamentada. Ele afirma, ainda, que essa possibilidade não deve desviar os esforços voltados para a preservação de espécies ameaçadas.
Retirado da revista Veja do dia 17/04/2013.
O homem não aprende nada, nunca! é um ser totalmente dependente de suas vaidades. Dependente e dominado por elas, até que consiga fazer uma cag... Até que consiga finalmente causar uma tragédia irreversível e por seus próprios inventos inúteis e perigosos, a destruição da humanidade.
Em filmes de ficção, muitas vezes já se retratou experimentos desastrosos. E os filmes e livros, nada mais são do que sombras do que já foi, ou do que será. O homem, no entanto, na sua cobiça de poder, na sua busca desmesurada de tentar imitar a criação, ou pior ainda, o Criador, vai se afundando cada vez mais em terrenos desconhecidos de areia movediça. E, ai de nós, quando mais uma vez, a vida imitar a arte.
Mas, buscar a cura para doenças hoje consideradas pela ciência incuráveis, essa turma não demonstram nenhum interesse. Sequer, tentam encontrar a cura ou uma solução para problemas como a cegueira, a paraplegia, entre outras deficiências que poderiam deixar de existir, se a ciência se preocupasse menos com fazer reviver o que deixou de existir. Afinal, se deixou de existir, certamente foi por vontade de uma força maior, sabedora de que os homens não poderiam conviver em harmonia com tais seres.
Deveriam outrossim, se preocuparem mais como fazer deixar de existir coisas ruins que existem, e que, não fariam nenhuma falta se não existissem.
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16.4.13
O Leão Praxedes
Copyright Tarcisio Lage, 1992 Desenhos: Américo Lucena Lage
Era uma vergonha ver os outros leões que nem cachorro viralata, fazendo tudo que Praxedes queria, sem reclamar, sem uma
Acontece que, num certo dia, o professor Percy, que vivia fazendo umas experiências malucas, deixou cair debaixo da árvore
- Praxedes, leão sem dente. Praxedes, leão sem dente.
- O Praxedes não é mais aquele! O Praxedes não é mais aquele!
O pobre coitado ficou numa magreza de fazer dó. Não morreu porque comia o que sobrava da caça dos outros leões, chupando os
Desprezado, desrespeitado, desmoralizado, Praxedes abandonou a planície que tanto amava e foi viver no fundo da floresta, bem
Dona Coruja, que vivia voando pelas redondezas, contou ao Praxedes que na ilha do Rio dos Crocodilos existia um hipopótamo
- Ora viva, aí vem Dom Praxedes para o nosso almoço.
Praxedes chamou de volta sua antiga coragem e propôs: - Olha aqui, seus crocos, faço uma aposta. Se vocês deixarem que eu
compreendeu que ele queria uma dentadura.
- Fique com a boca bem aberta e não tenha medo - disse o dentista. O Dr. Hipopótamo abriu a gaveta de dentes de leões e
Praxedes ficou contentíssimo. Só faltou dar um beijo na testa do Dr. Hipopótamo. Disse que faria tudo que ele quisesse, era
chegou por trás como sempre fazia, levantou o rabo do Praxedes e já ia enfiar o dedo, quando viu aqueles dentes enormes e
Hiena parou de sorrir à toa, os veados dispararam planície afora. Até seu Avestruz levantou a cabeça e deu no pé. Os outros
- Está certo, Dom Praxedes. Assim será, - concordaram os outros leões. Nem todos. Alguns leõezinhos, que assistiam à
2.4.13
1.4.13
MPF, cadê você? Esperamos Sua Atuação, Para Fazer Nosso Direito Valer!
Hoje, ao fazer uma pesquisa no google:
"copel"+"deficiência"+"ministério público" - Pesquisa Google
Pois minha intenção era encontrar alguma referência ao concurso que a Copel, fez no ano passado, 2012, no qual desclassificou as pessoas com deficiência do certame, este ano de 2013, por carta.
Encontrei no entanto, outra coisa.
Ao navegar por entre os resultados da busca, neste vasto mundo imundo da internet, encontrei por acaso um blog, que não faz parte da parte imunda citada anteriormente.
http://direitodaspessoasdeficientes.blogspot.com.br/
E neste blog encontrei o artigo que, pelo que entendi, trata-se de um e-mail, com uma pesquisa do IBGE.
Neste e-mail, algo me chamou a atenção.
Leiamos...
Enviada em: terça-feira, 20 de novembro de 2012 10:17
Assunto: 42% DAS PREFEITURAS DO BRASIL NÃO TÊM ACESSO PARA DEFICIENTES, AFIRMA IBGE
42% das prefeituras do Brasil não têm acesso para deficientes, afirma IBGE
Quase metade das cidades brasileiras não tem estrutura de acesso para pessoas com deficiência nos prédios de suas prefeituras. É o que mostra a pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros, feita em 2011 e divulgada nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ainda segundo os dados, 22,3% dos prédios das prefeituras têm apenas um tipo de estrutura voltada para deficientes, estrutura que vai desde uma equipe preparada até um banheiro adaptado. Já com dois tipos de estrutura aparecem 14,7% das prefeituras, e com três tipos, 8,4%. Os percentuais de prédios com mais de quatro itens de acessibilidade são ainda menores: 5,4% deles têm quatro itens e 3%, cinco.
Na pesquisa, o IBGE diz que "a prefeitura é um órgão que centraliza vários serviços" e, por isso, "suas edificações e equipamentos devem ser inclusivos e permitir que toda a comunidade tenha acesso a espaço físico com facilidade".
Itens de acessibilidade
Para tabular as cidades, o IBGE estipula 13 de "itens de acessibilidade". São eles: rampas de acesso, equipamento para deslocamento vertical, sanitário acessível, piso tátil, elevadores com braile e sonorização, telefone público adaptado, mobiliário de recepção adaptado, pessoal capacitado para atendimento, disponibilidade de áreas especiais de embarque e desembarque, vagas especiais para veículos com pessoas deficientes, sinalização de atendimento prioritário a elas, permissão de cão-guia e rampa externa.
Os itens que mais estão presentes nos prédios das prefeituras são as rampas de acesso, rampas externas e sanitários acessíveis. Ao todo, são 2.150 cidades que dizem ter as rampas de acesso, o que corresponde a 38,6%. As rampas externas aparecem em 1.763 cidades, o equivalente a 31,7% do total. Já aquelas com sanitários acessíveis totalizam 1.028 mil, ou 18,5%.
Os itens mais raros dentre as mais de 3 mil cidades com algum tipo de estrutura para deficientes são pessoas capacitadas, permissão de cão-guia e piso tátil. Somente 316 cidades têm equipe treinada e 290 permitem a entrada de cães-guia. O piso tátil é o que menos aparece nos prédios das prefeituras do país são 219 cidades que os têm, totalizando 3,9%.
Segundo a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada em 2009, qualquer pessoa com deficiência deve ter as mesmas condições de acesso a serviços que uma pessoa sem deficiência. E quem deve assegurar esse direito é o Estado, conforme prevê a Constituição.
Bem, o que me chamou muito a atenção foi o trecho final:
"Os itens mais raros dentre as mais de 3 mil cidades com algum tipo de estrutura para deficientes são pessoas capacitadas, permissão de cão-guia e piso tátil. Somente 316 cidades têm equipe treinada e 290 permitem a entrada de cães-guia."
Aiaiaiai! Não, não definitivamente isso não é verdade. deve ser uma brincadeira pelo dia da mentira, que calhou bem de ser hoje! Só pode ser isso!
Prefeituras, tendo a pachorra de declarar oficialmente que não permite a entrada de cães-guia, só pode ser uma piada. Que palhaçada é essa?
A entrada e permanência de pessoa cega acompanhada por cão-guia, não depende da decisão de nenhuma prefeiturazinha de merda. É um direito estabelecido em lei! Uma lei federal, sobre a qual nenhuma outra prevalece, e nenhuma prefeiturazinha pode simplesmente dizer que não permite a entrada de cães-guia em um ambiente que é público e de uso coletivo. E ainda que fosse privado, mas de uso coletivo o direito ao acesso irrestrito é exatamente o mesmo assegurado na legislação federal!
Realmente, devo dizer que concordo plenamente com a pergunta do início do texto: Cadê o ministério público?
Enxerga Brasil!